O atraso causado pelo ócio improdutivo implicou na descontextualização do título, ainda assim, nada que mude o verdadeiro significado disso tudo. Para uns, ilógico como sempre, para outros nem tanto. Nada conclusivo e sem interlúdios. O que importa mesmo não é como aconteceu, e sim o quê aconteceu.
Hoje foi um daqueles dias propícios ao enlouquecimento. Começo perdendo a hora da aula e, bem, se não fosse a chuva, teria perdido o café da manhã – algo imperdoável, mas a sorte me foi generosa. Quinta-feira de vagabundagem agendada pelo Intercom é prelúdio para mandriices. Bem, e o que aconteceu?
Tive um excesso. Passei o dia vagando entre as mais diversas sensações e desejos – de felicidades à angústias, de raivas à saudades. Uma espécie de elástico onde, de um lado, puxam minhas vontades, de um outro minhas responsabilidades, do outro meus descontroles e de um outro, ainda, as pessoas. Só que eu sou alguém normal, sabe?!
Há um considerável tempo acordei e dei de cara com uma vida bagunçada por idas sem voltas e todas suas consequências. Não fiz exigências, nem à mim mesma. Se há coisas que te puxam o tapete de um lado há, também, outras que seguram suas mãos do outro (lado). Evidente, esquerda depois direita.
E chego até aqui. Hoje.
Poderia dizer que foi mero acaso, mas não foi. É por isso que não importa como, mas sim o quê. Receio já ter escrito isso em algum lugar, mas nada mais sincero do que poucas palavras e de felicidade extrema. Poderia ocupar esse parágrafo com Animal Collective, caminhão de lixo, iPod sem bateria ou qualquer outra coisa que deixasse implícito meu idealismo ingênuo de abolir o tempo. Opto por dizer que existe uma força maior que ultrapassa os limites da razão…