Maio 29, 2009...4:37 am

quatro semanas que não é um mês

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O atraso causado pelo ócio improdutivo implicou na descontextualização do título, ainda assim, nada que mude o verdadeiro significado disso tudo. Para uns, ilógico como sempre, para outros nem tanto. Nada conclusivo e sem interlúdios. O que importa mesmo não é como aconteceu, e sim o quê aconteceu.

Hoje foi um daqueles dias propícios ao enlouquecimento. Começo perdendo a hora da aula e, bem, se não fosse a chuva, teria perdido o café da manhã – algo imperdoável, mas a sorte me foi generosa. Quinta-feira de vagabundagem agendada pelo Intercom é prelúdio para mandriices. Bem, e o que aconteceu?

Tive um excesso. Passei o dia vagando entre as mais diversas sensações e desejos – de felicidades à angústias, de raivas à saudades. Uma espécie de elástico onde, de um lado, puxam minhas vontades, de um outro minhas responsabilidades, do outro meus descontroles e de um outro, ainda, as pessoas. Só que eu sou alguém normal, sabe?! 

Há um considerável tempo acordei e dei de cara com uma vida bagunçada por idas sem voltas e  todas suas consequências. Não fiz exigências, nem à mim mesma. Se há coisas que te puxam o tapete de um lado há, também, outras que seguram suas mãos do outro (lado). Evidente, esquerda depois direita.

E chego até aqui. Hoje.

Poderia dizer que foi mero acaso, mas não foi. É por isso que não importa como, mas sim o quê. Receio já ter escrito isso em algum lugar, mas nada mais sincero do que poucas palavras e de felicidade extrema.  Poderia ocupar esse parágrafo com Animal Collective, caminhão de lixo, iPod sem bateria ou qualquer outra coisa que deixasse implícito meu idealismo ingênuo de abolir o tempo. Opto por dizer que existe uma força maior que  ultrapassa os limites da razão…

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