Queria ter terminado este post antes; no momento em que tinha começado a escrevê-lo mas, sabe-se lá por quê, parei. Acho que ative-me demais à Sartre. Sobre todas as coisas que amo, sobre a sucata do canteiro de obras, sobre as tábuas apodrecidas da paliçada, cai uma luz avara e moderada, semelhante ao olhar que damos, após uma noite sem dormir, para as decisões tomadas no entusiasmo da véspera, para as páginas que escrevemos sem rasuras e de um só fôlego.
Não faz mas sentido dizer – como está no rascunho – que “cá estou eu, 05:36 a.m esperando, mais uma vez, o dia virar dia. Cá estou eu, mais uma vez, escrevendo um post e pensando em você”, até porque, no exato momento são 14:58 da tarde. Ainda assim, cá estou eu, torrando no sol e ouvindo A Manual Dexterity: Soundtrack Vol. 1. Torrando do mesmo jeito que aquele dia – e aqui não preciso nem falar que falta-me algo, você sabe. Tudo têm sido tão sincero que nem parece ser realidade. Somos um belo ímpar, vai.
A unicidade de todos os momentos [divisíveis ou não] está me trazendo um novo princípio de existência. Vou e quero e vou, mais uma vez. Tu es spécial pour moi, comme personne n’a été avant. Sei que vai dar certo -construo sonhos através das palavras. Penso e sinto e sinto mais de uma vez. Café e sol, ambos fortes. E há outro ‘algo’ forte aqui. Vasculhando o passado eu vejo um futuro ambicioso. A vida assim é melhor…
2 Comentários
Junho 22, 2009 às 1:30 am
re-li toda essa última página do seu blog..
você deve imaginar quão bem me faz ver essa ‘introspectiva’, presenciar novamente a progressão que costumo comentar contigo.. é impressionante.. de verdade!
hm, um tudo pra você ;*
Junho 22, 2009 às 6:37 am
O guria!.. bota uma legenda nesses post aí!.. Hehehe…
De vez em quando venho dar uma lido no que vc escreve.. logo, logo aprendo a te entender=D
bjão!