Eu estava estranha, né? Quieta, pensativa e todas as outras coisas que vieram de brinde, acarretadas por um comentário feito no fim da ‘noite anterior’. Sei que você percebeu isso e também sei que falei ‘estar tudo bem’. Não que não esteja, de fato, mas algo ali me incomodou. Estava pensando nisso até agora e não consegui achar uma explicação plausível o suficiente.
Acho que estranhei a mudança brusca de situação: se algumas horas antes – aplicamos aí um contexto de tempo que não ‘agora’ – tudo foi incalculável e inexplicavelmente foda, o ‘fim’ foi um tanto enfadonho. Não posso exigir – e nem quero; não sou ninguém para fazer coisas assim – mas a situação pedia algo além de uma segmentação de momentos e costas viradas.
Mais uma vez, não sei porque estou escrevendo aqui. Talvez você nem faça idéia do que estou falando – provavelmente nem lembra do que aconteceu. Talvez nem venha a ler, por estar de saco cheio de tantas lamúrias. Mas hoje a gente mal conversou – trocamos umas 500 palavras, no máximo.
Encaro isso não como uma manifestação de “carência ou qualquer outro tipo de necessidade intempestiva”, mas sim como uma forma de explicação do por quê estava no estado que adjetivei ali em cima. Às vezes preciso refugiar-me em meus pensamentos e ficar ali, um pouco sozinha, só para lembrar que vivo e que nem tudo é sex on the beach. Às vezes tenho esses colapsos… deveria acreditar um pouco mais em mim mesma – acho que é por isso que ainda não apaguei tudo que escrevi neste post.
…ever since i’ve put your picture in a frame.