Setembro 19, 2009...7:07 pm

long road to ruin

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E lá fui eu, enganar-me mais um pouco.

Risoflora disse que não era para fazer isso, que não me faria bem. É claro que não escutei, sempre pensamos ser fortes o suficiente para aguentar qualquer tipo de sentimento. Em certo ponto, fui uma muralha e não desabei por momento algum. O problema é quando ficamos sozinhos – aí é claro que não suportei. Sou patética. Sou uma imbecil e tenho esperanças quando nem deveria cogitá-las. Não sobrou pedra alguma e o resto da noite foi longa.

Longa porque percebi que nem sempre  vale a pena demonstrarmos a felicidade por algum futuro, quando o mesmo é incerto. Tomei uma paulada, isso sim.

Por outro lado, caí na real de que não devo assumir a totalidade da culpa por alguns erros acumulados – não sou uma pessoa tão ruim a ponto de ser a única acusada por tudo. Não posso ficar me desgastando com isso, tomando por certo “Mayella”como sinônimo para “equívoco”.  Também não sou tola para acreditar que existe sofrimento eterno e todas as consequências disso. Mas e quem disse que é fácil?

Tenho certeza, cada dia mais, que as relações melhorariam quase 100% se as pessoas deixassem de ser tão comodistas e orgulhosas de si mesmas e percebessem que, porra, somos humanos, erramos e ninguém está imune à essa praga. Óbvio que é sempre mais fácil apontar e julgar os outros do que bater no próprio peito e falar “eu também errei”. Isso tem uma explicação bem simples: a partir do momento que assumimos um desacerto, temos que tomar providências ou para desfazê-lo ou para, no mínimo, curvar-nos diante de nossa própria estupidez e pedirmos desculpas à quem magoamos – e a raça humana tem uma dificuldade imensa de assumir este tipo de coisa quando o orgulho é o que está em um dos lados da balança.

Assim, fui desacreditando nas coisas que estavam me fortalecendo. Depois de dar com a cara no muro, ainda procurei um pouco mais de mágoa. Li todas as partes do [meu] chamado “Dossiê Pelicano” – desde o “Hipocrisia é pouco” até “Coisas que nunca disse para mim” e “Perdeu a graça”. Por quê? Ao certo, nem eu sei a resposta. Quem sabe o fiz para provar que não fui a única filha da puta. Talvez precisava mostrar para mim mesma algo que me fizesse questionar sobre a validade das coisas. Bem no fundo, estou voltando para tomar os tiros.

Amanhã é domingo e eu não deveria criar expectativas;  a noite de ontem me mostrou essa realidade. Mas, novamente, pergunto-me: e quem disse que é tudo tão fácil?

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