Não sei como tudo isso começou mas embriagada seja a questão.

Estou sentindo-me estranha. Uma confusão de sentimentos em sensações. Sonhei com gente morta, sonhei com gente viva que deveria estar morta. Acordei querendo um abraço,  mas esqueça Risoflora, aqui não tem isso não.

Até então achava que toda essa frieza e sobriedade eram questões culturais e todo aquele papinho sem nexo de diferentes colonizações… mas aí comecei a ler o tal livro. Vai saber por quê… talvez gosto de me machucar. Pulso e sangro. Acho que não sou capaz de fazer a diferença na vida de ninguém (além dos meus pais, claro).  Por quê diabos isso sempre acaba acontecendo comigo? O gosto do fracasso. O término e a maldita sensação de que, pela vigésima vez, eu perdi.

No momento encontro-me com o coração derretendo. Posso sentir o que sobrou escorrendo pelas minhas costelas… E ali esvaiu-se a esperança. Esperança de um dia ocupar o mesmo lugar que aquela outra pessoa…. Já falei que preciso parar de viver de expectativas; mas que caralho, não consigo.

Arrancou um pedaço de mim; um belo pedaço, eu diria. Lembrei do Marcelo, quando ele prometeu de fazer aloka comigo e com o resto daquele pessoal sem noção, antes de eu vir pra cá. Eu quero é fazer aloka agora mesmo. Vou ali buscar minha garrafa de Jack Daniels e já volto…

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2 Comments

Filed under nada demais

2 Responses to

  1. Samoa

    Ihave the feeling you’re not talking about me. That’s a little bit Sad. Actually, a lot :(

    Hope you find peace, eventually.

  2. marlene

    será que dá prá confiar em voce e ter um pouco de fé?

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